Nosso Propósito: a Arte
Nosso Desígnio: o Público
URRO
Data: 2021
Autor do texto: Júlio Carmos Gomes
Encenação: Rui Spranger
Interpretação: Jorge Castro Guedes
Assistência de encenação: Luciana Sanhudo, Fernando André e Catarina Vigário
Desenho de Luz: Júlio Filipe Cardoso
Produção Executiva: Tila Santos
Sinopse: Júlio do Carmo Gomes, editor e escritor ‘emigrado’ para Berlim há uma dezena e meia de anos,escreveu um texto que é difícil dizer se é de raiva ou amargura, revolta ou desistência, compaixão ou luta… Com um só actor em cena (Castro Guedes, que por ele anuncia a sua despedida de palco como actor (em 995 possibilidades em 1000, segundo diz) numa encenação de Rui Spranger em co-produção com a Apuro Teatro e a parceria do Café Lusitano. Mas foi mundialmente estreado em Berlim, numa Leitura encenada, em 2015, numa das mais prestigiadas estruturas teatrais alemãs: a Volksbuhne.
Data: 2021 -2022
Texto : Zinaida Gambaro (Argentina)
Tradução e Encenação: Castro Guedes
Interpretação: Sandra Salomé
Direcção de Guarda-Roupa: Filip Carolina
Edição de Som: Vladimiro Alcindo
Edição de luz: Júlio Filipe
Assistência de Encenação: Inês Filipe
Apoio: Ministério da Cultura/DGArtes e Sociedade Portuguesa de Autores
Enquadramento: Uma das mais sangrentas ditaduras nos últimos 30 anos do século XX ocorreu na Argentina, em que nunca se soube do destino de, pelo menos, 30.000 pessoas desaparecidas. Porém, desafiando o poder da sanguinolenta Junta Militar, a partir de 1977, um grupo de mulheres, afrontando o regime, iniciou marchas silenciosas mesmo defronte do Palácio Presidencial: esse movimento ficou conhecido por “Las Madres de la Plaza de Mayo”, sendo atribuído a uma mulher de nome Azucena Villaflor, o seu início.
Sinopse: Uma Mulher, na casa dos 40, entra em cena. É suposto ver dirigir-se ao público num libelo acusatório contra os crimes da ditadura argentina. Perdida por entre a dor de mãe que desconhece o paradeiro do filho, os sonhos de juventude e a alegria da infância, evoca os acontecimentos com repulsa e uma paixão por Buenos Aires e os seus mitos. O palco torna-se barra de Tribunal, Escola, Parlamento, local de conferência de imprensa, mas sobretudo os barrios porteños.
Data: 2021-2022
Texto: Boaventura Sousa Santos
Encenação: Sandra Salomé
Sonoplastia: Nuno Teixeira (Fuse)
Interpretação: Allex Miranda, Miguel Branca, Joel Sines e Teresa Fonseca e Costa
Cenografia: Acácio Carvalho
Guarda-roupa: Eloísa d’Ascensão
Direcção Técnica: Julio Filipe Cardoso
Operação de Luz: Francisco Alves
Operação de Som: Jorge Jacinto
Operação de Video: Pedro Pires
Director artístico: Jorge Castro Guedes
Produção Executiva: Tila Santos
Produção: Maria Chaves Telheiro
Agradecimentos: M.OU.CO, Casa da Música, Ana Fernandes, Rosa Almeida, Vasco Ferreira, Jorge Alonso.
Sinopse: Um espectáculo a partir de um longo Rap escrito por Boaventura de Sousa Santos, três jovens actores (Joel Sines, Miguel Branca e Allex Miranda), e uma ainda mais jovem actriz Teresa Fonseca Costa, no universo do ‘suburbano’, sob direcção de Sandra Salomé e a direcção musical (com participação ao vivo) do hip-hoper Fuse, colocam-nos no ‘cenário’ de um Mundo cada vez mais confuso, usando também para isso a simbólica de uma instalação plástica de Acácio Carvalho… Um musical ‘underground’? Um ‘vídeoclip alive’? Um ‘teatro total’?… Ver para crer e descrer! Num espaço de um projecto arrojado, que vai da Hotelaria a uma Fonoteca e a uma magnífica Sala de Concertos (MO.U.CO), que se assume como entidade co-produtora.
Três Mulheres
em Torno de um Piano
Data: 2022
Texto, Encenação e Espaço Cénico: Castro Guedes
INTERPRETAÇÃO
Senhora Bondosa: Sandra Salomé
Menina da Rua: Kátia Guedes
Menina Vizinha: Teresa Fonseca e Costa
Assistente de Encenação: Inês Filipe
Assessoria Plástica: José Carlos Barros
Guarda-Roupa: Arminda Novais
Assessoria de Luz: Júlio Filipe
Banda Sonora: Vladimiro Alcino
Técnico de Som: Pedro Pires
Técnico de Luz: Bernardo Correia
Montagens Técnica: Francisco Alves
Apoio Cenográfico: André Couto
Produção Executiva: Tila Santos
Assistência de Produção: Maria Chaves Telheiro
Assessoria de Imprensa: Daniela Pinto
Equipa de Apoio Logístico: Carolina Marques, Clara Costa, Gil Antunes, Ivone Ricardo, Joaquim Guedes, Nina Teodoro e Vitor Costa
Fotografias: Paulo Pimenta
Video Documental: Luis Alves
Agradecimentos: Audiorent, Balklavalhau, Circolando, Lavandaria Aqua Secret, Américo Cardoso, Carolina Rufino, Jorge Alonso (Pigmentos), Fátima Branco, Joaquim Ribeiro, José Carlos Barros, Luis Carvalho, Mário Arouca, Maria Mendes (Tongobriga wine), Paulo Moura, Maria Tavares, Marina Telheiro, Xico Ferrão,
Direcção Artística: Castro Guedes
Administração: Marta Tavares
Direcção Técnica: Júlio Filipe
Sinopse: Criada por Castro Guedes, no ano de 2012, em Lisboa, e produzida pelo mesmo, “Três Mulheres em Torno de um Piano” recebe o nome de “comédia roxa”. Pelas palavras do criador é “um murro na consciência de cada um de nós”, mas que Jorge Listopad classifica como ‘opera omina’ de um texto inaugural, de uma nova forma de dizer e fazer teatro por um homem com tanto de lúcido com desesperado.
10 anos passados desde da sua criação esta reposição, com novas intérpretes, do ponto de vista social, existencial e artístico mantém-se atual. Apesar de poder criar alguma perturbação na definição por identificação com alguma ‘escola estética ou ‘estilo’ possui pontos característicos de uma criação única que aborda temas (para alguns) polémicos. Aliam-se dois mundos sórdidos de se juntarem, com o seu quê de cómico para trazer uma visão mais leve, mas sem lhe retirar importância, a terceira idade e a exploração sexual da mulher.
(Estreia e abertura da sala estúdio Perpétuo a 27 de março de 2022 no Dia Mundial do Teatro)
Data: 2022
Interpretação: Júlio Cardoso, Sandra Salomé, Paula Guedes, Guilherme Filipe, Miguel Branca, Kátia Guedes, Teresa Fonseca e Costa, Luciana Sanhudo, Jaime Monsanto, Fernando André, Mariana Silva Costa, Mafalda Covas, Vítor M. de Sousa
Texto e Encenação: Castro Guedes
Assistente de Encenação: Fernando André
Cenário, Vídeos & Adereços: Acácio Carvalho
Desenho de Luz: Júlio Filipe
Figurinos: Lola Sousa
Assistente Figurinos, Adereços e Caracterização: Rúben Ponto
Mestre-Costureira: Glória Costa
Apoio de Costura: Lourdes Sobrado
Chapéus: Paula Cabral
Caracterização: Maria Inês Campos
Serralharia: Serralharia Avintense, Lda
Operação de Som e Vídeo: Pedro Pires
Operação de Luz: Francisco Alves
Produção: Otília Santos
Produção Executiva: Maria Telheiro
Relações Públicas: Nídia Santos
Assistente de Montagens: Joaquim Guedes, Vasco Ferreira
Assessoria de Imprensa: Daniela Pinto
Equipa de Apoio Logístico: Nídia Santos, Sofia Gesta
Fotos de Cena: Paulo Pimenta
Vídeo Documental: Luís Alves
Agradecimentos: Aqua Secret – Lavandaria, Casa da Música, Confeitaria Volga, Teatro Nacional de São João, Milinanda, Serralharia Avintense; Abel Gomes, Bruno Pereira, Clara Maria Teixeira de Sousa, Ernesto Costa, Joaquim Sousa, Jorge Alonso (Pigmentos), José Lopes Agradecimento muito especial ao Bezegol pela cedência da música “Fora de Lei” sem direitos de autor.
Direcção Artística: Castro Guedes
Administração: Marta Tavares
Direcção Técnica: Júlio Filipe
Sinopse: UMA COMÉDIA SOBRE ASSUNTOS MUITO SÉRIOS… Uma costureira a quem sai o Totoloto num Bairro dito problemático torna-se presa dos vizinhos predadores e tem de arranjar um esquema para passar a ser a caçadora, num Mundo em que ninguém está isento de responsabilidades por ser o que e quem é… um texto que parte da “A Boa Alma de Setzuan” de Brecht. Hilariante para dar que pensar depois.
Data: 2022 – 2023
Criação e recolha de textos: Tó Maia
Interpretação: Allex Miranda, David Carvalho, Fernando André, Kátia Guedes, Luciana Sanhudo, Mariana Costa e Silva, Maria Tavares, Mário Moutinho; e a participação especial de Sandra Salomé
Direcção Técnica: Júlio Filipe
Produção Executiva: Maria Telheiro
Sinopse: Um espectáculo pouco convencional e interactivo. Partindo, como evocação do célebre escândalo das “Novas Cartas Portuguesas” das Três Maria, em 1972, e do Happening, em 1975, pelos Direitos da Mulher, boicotado pelo machismo ainda predominante, este acto performativo inverte o julgamento para que as 3 chegaram a estar indiciadas, acabando por criminalizar o machismo, o racismo, a xenofobia, o sexismo e todos os ismos que rimam com fascismos, que voltam a ameaçar o Mundo e, quiçá, se não se esmagar-lhe já a cabeça, também em Portugal.
Feito de grande criação imagética em 40 minutos. Não de forma documental ou realista, mas simbólica e onírica.
TEMOS MÃE, Temos Maria
Data: 2023-2024
Texto e Encenação: Castro Guedes
Interpretação: João Carlos Soares (Gabriel) Kátia Guedes (Maria) Miguel Branca (José)
Produção: SEIVA TRUPE, inserida na deslocação de Sua Santidade, o Papa Francisco, às Jornadas Mundiais da Juventude.
Com a colaboração: Comité Organizador Diocesano Porto – JMJ; Cabido Portucalense; Diocese do Porto e Misericórdia do Porto
Sinopse: O mistério da Anunciação apresentado de uma perspectiva em que Maria pressente que algo está para acontecer e se inquieta, enquanto o marido, José, se inquieta também com o estado de agitação dela. Maria, carnal, ‘adivinha’ que o seu filho acabará tragicamente morto, enquanto, na revelação da sua missão, a Virgem se alegra com a vinda do Messias e, humildemente, com a Graça de o transportar no seu Ventre Sagrado. Tudo isto com a presença de Gabriel, o Arcanjo da Anunciação, que se exprime preferencialmente por música (‘a linguagem de Deus’) num espectáculo plasticamente ousado e textualmente poético e lírico, com momentos de desespero e outros de sublimação. (Espectáculo encomendado pela Comissão Diocesana do Porto e também com apoio do Cabido Portucalense, no âmbito das Jornadas Mundiais da Juventude)
Noite de Solidão no capim
Data: 2024
Texto, Encenação e Espaço Cénico: Castro Guedes
Assistência de Encenação e co-cenografia: Sandra Salomé
Produção Executiva e co-cenografia: Teresa Fonseca e Costa
Interpretação: ÓSCAR BRANCO (KIZUA) · FERNANDO ANDRÉ (PEDRO) · (Voz off, Comandante Castro Guedes)
Música e banda sonora: Nuno Teixeira, Fuse (ex-Dealema)
Desenho de luz: Júlio Filipe
Operação de Luz, Som e Vídeo: Francisco Alves
Apoio à montagem: Bárbara Rey e Francisco Monteiro
Montagem de vídeo de Cena: Serge Bochnakian
Fotografia: André Delhaye
Vídeo: Serge Bochnakian
Design: Dotgraf
Assessoria de Comunicação Social: Daniela Pinto
Frente de Casa: Filomena Rodrigues
Assistentes de Sala: Carlos Batista, Joaquim Guedes, Mafalda Cova Novas
Sinopse: UMA INCURSÃO NA GUERRA COLONIAL SEM COMPLEXOS
Uma noite de breu em Angola, Lua Nova. De 24 para 25 Abril de 1974. No meio do capim. Um soldado português e um guerrilheiro encontram-se casualmente. O medo e desconfiança um do outro vai desvanecendo-se à medida que partilham um outro medo: de animais ferozes; e partilham também recordações, cigarros, cervejas…. Solidão. Enquanto esperam que o dia nasça, o que cria um terceiro medo: que vai cada um fazer com o outro? Aproximando-se a aurora e com notícias que parecem ‘resolver a situação’, não é exactamente assim.
HIMALAYA : A invenção do sol
Data: 2024
Uma Ideia Original e Encenação: Sandra Salomé
Texto: Pedro Leitão
Interpretação: Rui de Noronha Ozorio e Mafalda Covas
Cenografia: Cristóvão Neto
Figurinos: Sílvia Rocha
Sonoplastia: Fábio Ferreira
Desenho e Operação de Luz: Paulo Marinho
Direção de Produção: Fernando André
Produção Executiva: Filomena Rodrigues
Assistência de Produção: Francisca Reis Vieira
Fotografias de Registo: André Delhaye
Vídeo: Serge Bochnakian
Design: Dotgraf
Sinopse: E SE O SOL SE PARTISSE? Bem… Na realidade, se a luz passar por um prisma óptico não se parte propriamente, mas decompõem-se em raios de um espectro de cores, do violeta frio até ao vermelho quente… A acção passa-se num laboratório, no futuro, em que o sol começou a decompor-se. Aí vive uma Rapariga dominada pela vontade de criar um aparelho, que devolva ao sol a sua unidade. Ela é uma respingadora e coleccionadora de objectos do passado, que já não têm função no tempo em que vive. Deles tenta perceber as funções: sejam, roscas, parafusos, roldanas ou o que mais seja. Por intuição, a partir destes, consegue dar-lhes utilidade. No meio da sua azáfama de tentativas experimentais, surge-lhe uma figura de vanguarda da energia alternativa (e não só), vinda do passado: Padre Himalaya, o qual, entre mais descobertas e projectos, foi o inventor da primeira máquina solar, numa presciência dos problemas ambientais do nosso tempo, antecipando a urgência de extrair da Natureza energia limpa. A presença desta figura apresenta-se à Rapariga sob várias formas de luz: seja no metal que ela usa à volta do pescoço para se bronzear, seja no reflexo de água que bebe, seja no espelho que manipula nas suas experiências de óptica. Viajante no tempo, transportado pela luz, Himalaya, o próprio, aparece-lhe, provocando uma reacção ambígua, combinando vários sentimentos: medo e espanto, entusiasmo pela ‘loucura’ do Padre e curiosidade, que se mantiveram intactas durante séculos percorridos pelo viajante. Sob tutoria deste, e a partir da sua colecção de objectos do passado, que respingou, tenta construir a máquina de energia solar inventada por Himalaya. É nesta relação bizarra entre um ser de luz e um ser terreno, que se vão descobrindo as próprias personagens e as invenções do viajante; e se vão desenvolvendo experiências, que resultam no aparecimento em cena de objectos construídos na procura de voltar a juntar as cores prismáticas para encontrar o branco, desaparecido com a decomposição solar.
Coro das Águas
Data: 2025
Texto, encenação e espaço cénico Castro Guedes
Assistência de Encenação Carolina Cunha e Costa e Fernando André
Assessoria Cenográfica José Carlos Barros
Figurinos Claúdia Ferreira
Desenho de Luz Rui Damas
Donoplastia de operação de som Fábio Ferreira
Interpretação Mariana Lamego (Avó); Sandra Salomé (Mãe); Teresa Fonseca e Costa (Filha); Jaime Monsanto (Senhor Sinistro); Carolina Cunha e Costa (Abril); e Fernando André (Varredor)
Direção de Produção Castro Guedes e Fernando André
Produção Executiva Filomena Rodrigues e Francisca Reis Vieira
Fotografias e Vídeo André Delhaye & Serge Bochnakian
Design Dotgraf
Sinopse: Era uma vez um país em que as águas foram conduzidas para afundar o istmo que lhe não permitia estar ‘orgulhosamente só’. E o mar saturado de sal matava qualquer aventura de o navegar para outras diferentes paragens. Lá longe, seres marinhos debaIam-se pela sua diferença. Pescadores eram enviados aos milhares, até que na ilha terão passado a viver somente a Avó, a Mãe e a Filha. Vigiadas por um Senhor Sinistro, enquanto elfos, fadas e outros seres de encantar eram colocados em grutas para impedir qualquer maravilhoso. As fontes e riachos e lagoas também estavam secos e a água era autorizada a conta-gotas. Secavam os corpos, secavam as almas. Até ter aparecido uma jovem de nome Abril. A festa foi muita, mas não tardaram a ‘chegar’ novas ameaças… Só um Coro muito forte pode, ou não, defender e recuperar os cânticos que essa jovem trouxe. Só verá, quem quiser ver… É para isso que público é convocado.